Baião: Festival do anho assado tem um “grande impacto na economia local”

Mais uma edição, “mais um sucesso”. O presidente da Câmara Municipal de Baião, José Luís Carneiro, fez um "balanço muito positivo" da sétima edição do Festival do Anho Assado e do Arroz do Forno de Baião e evidenciou o papel dos produtores e dos restaurantes "que são quem dá a razão de ser ao festival".
No encerramento do evento, no final da tarde de 29 de julho, o autarca disse que foram vendidas mais de 5000 refeições no recinto do festival e nos restaurantes das imediações, durante o fim-de-semana em Baião.
"Vamos continuar a realizar esta iniciativa, porque o seu impacto para a economia local é muito grande. É importante que as pessoas tenham noção que ao consumirem as nossas carnes, os nossos vinhos e os restantes produtos, estão a contribuir para que famílias inteiras encontrem nestes sectores um modo de vida com futuro", enalteceu.
Estima-se que nos últimos seis anos a Câmara Municipal de Baião tenha investido 300 mil euros na organização do Festival do Anho Assado e do Arroz do Forno e da Feira do Fumeiro e do Cozido à Portuguesa, mas o retorno para a economia terá sido na ordem dos 1,5 milhões de euros.
O dia do encerramento do festival ficou também marcado pela visita do secretário-geral do Partido Socialista e membro do Conselho de Estado, António José Seguro. O também deputado à Assembleia da República ficou a conhecer a qualidade dos produtos locais de Baião e "elogiou a dinâmica que o evento traz à economia regional".
Esta edição do Festival do Anho Assado e do Arroz do Forno ficou marcada também pela apresentação da "Ginja do Convento", o novo produto elaborado com matéria-prima da quinta do Convento de Ancede, graças a uma parceria com a empresa de referência no mercado "Licores Xarão".
José Luís Carneiro explicou que foi no âmbito de contactos estabelecidos com esta entidade, que surgiu a ideia de produzir um licor de "ginja". Hugo Monteiro, o representante desta empresa fundada por baionenses, explicou que o objetivo é produzir um produto de qualidade e que dignifique o importante elemento patrimonial que é o Convento de Santo André. O responsável explica que este produto poderá ser exportado para os vários países onde a Xarão tem os seus produtos disponíveis, nomeadamente na Europa, América do Norte e do Sul e África.
Visitantes satisfeitos
Como vem sendo hábito, o manjar tradicional que é o Anho Assado atraiu a Baião muitos cidadãos de diversos pontos do país, com particular incidência na região norte. Vieram para provar o Anho Assado e o Arroz do Forno, que se cozinha em Baião com uma mestria ímpar, mas também outros produtos tradicionais - biscoito da Teixeira, broa de milho, os citrinos e os vinhos verdes da casta Avesso - e novidades que vêm despontando nos últimos anos - licores, compotas, queijos, espumantes, mel e novidades no âmbito da doçaria.
José Pereira Dias saiu da freguesia de Santa Leocádia com oito anos de idade, para rumar a Silva Escura (Maia), com a família. Por lá ficou, mas o gosto por Baião não esmoreceu. "Não consigo estar uma semana sem cá vir. Venho a estes eventos desde a primeira edição e gosto de tudo. Se não fosse assim, não estava cá", afirma, acompanhado, à mesa, por dezenas de amigos e familiares.
De Fânzeres (Gondomar), chegaram os amigos Idalino Ferreira de Sousa e Adelaide Martins, que aproveitam a reforma para fazer roteiros gastronómicos e culturais por todo o país. "Isto é o expoente máximo da gastronomia", diz entusiasmado Idalino, que aprecia igualmente a "beleza das montanhas e o acolhimento das pessoas". "Fazermos estes passeios é um passatempo saudável e do qual não nos cansamos", diz, com alegria.
Susana Soares e Sónia Barros não vieram de longe. Moram em Campelo e aproveitam a feira para dar um passeio ao final da tarde. São da opinião que a crise económica "se faz sentir no poder de compra das pessoas", mas de qualquer das formas continuam a destacar o importante papel destes eventos na promoção de Baião.
Também com raízes em Baião, na freguesia de Valadares, mas a viver na Área Metropolitana do Porto, em Ermesinde, Fátima Sousa, veio mostrar a Vítor Gonçalves "alguns dos encantos do seu concelho". Já provaram "os licores, a ginja, o queijo e a ótima comida" e Fátima destaca, também, a boa organização de um espaço que já tinha visitado, mas que lhe parece melhorado. "Baião tem mais do que se pensa e estes eventos são bons para mostrar aos de fora aquilo que valemos", conclui Fátima.
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