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Diretor: Pe. João Carlos Roma Leite Rodrigues | Última Atualização: 10-03-2014
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Editorial

A Quaresma é um tempo litúrgico muito apreciado pelos cristãos do mundo inteiro, mas importa referir que a Quaresma não é a meta da nossa vivência cristã. A meta é a Páscoa. Infelizmente, há muitos cristãos que parecem ter escolhido uma Quaresma sem Páscoa, vergando-se à tristeza por causa das graves dificuldades que têm de suportar (cf. Papa Francisco, A Alegria do Evangelho, n. 6). Mas isto não é ser cristão.

Um cristão a sério nunca verga as costas à tristeza, porque a alegria da Páscoa é como que um feixe de luz que desperta uma secreta mas firme confiança em Deus, mesmo no meio das circunstâncias mais duras da vida. Para exercitarmos essa atitude de confiança ilimitada em Deus, a Igreja oferece-nos o tempo da Quaresma como uma “«estação espiritual»” do ano litúrgico propícia para uma renovação e um reflorescimento da vida cristã a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor". (Mensagem Quaresmal de D. António Marto). Volto a repetir que a meta da vida crista é a Páscoa, isto é, praticar a virtude sem esforço, dando sinais de Cristo Ressuscitado nos gestos concretos da vida. Mas como isto não acontece por magia, é preciso atravessar o deserto da Quaresma para recobrar a força da fé, a alegria da esperança e a generosidade da caridade.

Na Quaresma somos convidados a experimentar que "aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o amor de Cristo, amor de compaixão, de ternura e de partilha" (Mensagem Quaresmal do Papa Francisco).

10/03/2014, 16:37

Hoje, posso dizer que me sinto nesta terra como se fosse de cá, porque aprendi a viver e a pensar à maneira da minha paróquia. Eu considero que o pároco deve aprender a cultura da terra em que está e esforçar-se por se inculturar na realidade da comunidade que serve. É mais lógico que seja o padre a ajustar-se à mentalidade da sua paróquia do que a paróquia ser moldada segundo a maneira de ser do padre. Mas isto não é fácil para nós, padres, porque cada um de nós tem o seu jeito e o seu feitio e também não podemos baixar a fasquia do Evangelho de Cristo nem aligeirar a doutrina da Igreja, mas com a ajuda do Conselho Pastoral, formado por pessoas que "sentem" com a Igreja e "respiram" a cultura da sua terra, é possível edificar uma comunidade cristã que seja fiel à fé da Igreja Católica e, ao mesmo tempo, que viva a sua fé segundo o modo de ser específico das suas gentes e de acordo com a sua situação concreta.

Portanto, quero agradecer aos membros do Conselho Pastoral cessante por me terem ajudado a despertar no coração dos "samamedenses" a necessidade de partilharmos juntos a alegria do Evangelho em que acreditamos.

10/03/2014, 16:33

De facto, ter fé não é só acreditar na doutrina que se aprende na catequese, mas é também confiar em Deus, que é Vida e Amor, Graça e Misericórdia. Ter fé é abandonar-se nas mãos de Deus e confiar n'Ele como um bebé no colo da mãe ou do pai.

A Igreja é a PORTA DA FÉ onde se entra, pelo batismo, na aventura de acreditar no Amor de Deus que é mais forte do que a morte e do que todo o mal que existe no mundo. Acreditar é viver o deslumbramento de se deixar seduzir por esse Deus-Amor que quer conquistar o nosso coração, pois a fé é sobretudo uma questão de amor.

Por isso, é preciso cultivar a  fé como quem cuida de uma relação de amizade. Se cremos em Deus e queremos realmente ser cristãos temos de nos apegar à fé através da oração, da leitura da Bíblia, da participação na Eucaristia, do serviço da caridade, senão corremos o risco de apagar a chama que lampeja discretamente dentro de nós desde o dia do nosso batismo.

25/06/2013, 16:59

«O amor de Cristo nos impele».

2 Cor 5,14

 

Avivar o entusiasmo pelo testemunho e pelo anúncio da fé é um dos objetivos pastorais proposto pelo nosso Bispo no âmbito do Ano da Fé.

De facto, a vivência da fé cristã implica um testemunho público. Todos na Igreja têm o direito e o dever de anunciar a fé e de prosseguir a obra da evanelização: "A todo o discípulo de Cristo se incumbe o encargo de difundir a fé, segundo a própria medida" (Lumen gentium, n. 17).

Ser cristão implica assumir a missão de anunciar corajosamente a própria fé a toda a gente pelo testemunho credível e luminoso dessa mesma fé nos gestos da vida quotidiana. A missão de qualquer cristão é a de continuar no tempo a obra de Cristo: comunicar aos homens a boa notícia do amor de Deus e o caminho para viver em comunhão com Ele. A fé é um dom gratuito que se acolhe na intimidade do coração, mas não é somente para ser vivida para si mesmo, mas é também para ser partilhada com os outros.

30/04/2013, 21:42

«Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade».

Papa Francisco

 

O anúncio de um novo Papa é sempre um anúncio de uma grande alegria para a Igreja. Mas, confesso que eu pessoalmene fiquei ainda mais alegre quando soube que o novo Papa era o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, por quem já nutria uma grande simpatia por causa da sua maneira simples e humilde de exercer o ministério pastoral e pela sua coragem em defender os mais pobres e marginalizados.

E a escolha do nome Francisco  que evoca a figura do generosíssimo Pobre de Assis, revela já que este Papa quer seguir um caminho de proximidade para "reconstruir" uma Igreja capaz de abraçar, com afeto e ternura, a humanidade inteira para que haja uma grande fraternidade em todo o mundo.

30/04/2013, 21:36

«Ainda que eu tenha tão grande fé capaz de mover montanhas,

se não tiver amor, nada sou»

1 Cor 13,2

 

Aí está mais um tempo de  Quaresma para a preparação espiritual das festas pascais. E este ano somos convidados a viver este tempo de conversão interior no contexto do Ano da Fé, o que nos desafia logo a empreender esforços para revitalizar o dom da fé pessoal e eclesial.

Não existe nenhum aparelho para medir a fé, mas existe um critério infalível para verificar a autenticidade da fé: o Amor, ou melhor, a Caridade (que é o Amor que se dá aos outros desinteressadamente).

Portanto, podemos afirmar com toda a convicção que a fé é incompleta enquanto não se tornar operante no amor (Gl 5,6). Não basta dizer que tenho muita fé se isso não se manifestar em gestos concretos de solidariedade e fraternidade para com os que me rodeiam.

A fé sem amor é como uma árvore seca sem frutos!

 

10/03/2013, 14:33

Sim. Eu acredito que é possível (re)começar a construir a honestidade e a prosperidade do nosso país, mas para isso é preciso sermos mais solidários e mais participativos no empenho social pelo bem comum.

É proibido desistir de acreditarmos na nossa capacidade de reconstruir a qualidade de vida social, mas para isso é preciso repensar as nossas prioridades e os nossos valores. Há que começar pela família, a célula base da sociedade. É urgente darmos mais tempo e prestarmos mais atenção uns aos outros dentro do lar. Mas depois não podemos ficar trancados em casa, especados a olhar para a televisão à espera que o governo venha resolver os nossos problemas. Temos de sair cá para fora para convivermos e confraternizarmos uns com os outros, de modo que a partilha das alegrias e das esperanças, das tristezas e das angústias nos leve a superar o medo de enfrentar o futuro.

21/01/2013, 19:42
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