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Imprensa brasileira quis conhecer realidade da comunicação e promover parcerias
06/10/2015, 22:46

Procurar conhecimentos sobre as vivências de sete jornais de Portugal, bem como perceber o que cada um faz para dignificar a missão de informar, atendendo também às novas tecnologias, foram os objetivos da visita de uma delegação de cerca de 20 diretores de jornais do Estado de Santa Catarina, no Brasil, ao nosso país. Na sua estadia incluíram a visita ao “Diário do Sul”, tendo sido recebidos pela administração nas instalações deste grupo de comunicação social. Aqui, a vontade de trocar experiências e encetar parcerias e colaborações em termos de estratégias de funcionamento e de elaboração de conteúdos foi igualmente expressa. Tendo o português como língua materna, os responsáveis destes órgãos de comunicação social salientaram ainda a importância de, em conjunto, defenderem a informação em formato papel como a verdadeira contadora das estórias e da história de ambos os povos.

O editor executivo do jornal “Diário do Sul”, Paulo Piçarra, salientou a importância de trocar experiências entre os vários periódicos, garantindo que a cooperação é a chave para a continuidade da imprensa escrita. “Sentimos que somos irmãos, que defendemos os mesmos objetivos e, como tal, estamos dispostos a trabalhar em conjunto”, garantiu.

Uma ideia reiterada pelo presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado de Santa Catarina (SINDEJOR). Ronaldo Roratto explicou que escolheram Portugal para procurar conhecimento e comparar com o que é feito nas empresas do Estado de Santa Catarina. “Queremos perceber o que é que podemos aproveitar para melhorar os nossos negócios e, para num processo de reciclagem, aproveitar o que de melhor é feito aqui e adaptar à nossa realidade”, frisou.

O mesmo responsável adiantou que é intuito fazer com que “estas empresas cresçam, que sejam geradoras de mão-de-obra, mas também arrecadadoras de contributos. Queremos desenvolver a nossa função de comunicação social da melhor forma possível”.

Ronaldo Roratto expressou ainda a sua preocupação com o risco do fim dos jornais impressos. “É um temor muito grande que, em maior ou menor grau, todas as empresas que estão a visitar Portugal têm. Por isso, não é por acaso que todas elas têm um pé na web”, afirmou, acrescentando que “uma das preocupações é ver práticas que estão a ser adotadas pelas empresas jornalísticas para que não haja a troca do jornal impresso em papel pelo jornal na internet”.

Também o vice-presidente da Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina (ADJORI SC), Manfredo Zmazek Goede, insistiu nesta inquietação, tendo afirmado que “apesar da tecnologia, o jornal impresso ainda vai perdurar por muitos anos porque o papel conta a verdadeira história do nosso povo e das nossas tradições. Os jornais impressos não são, assim, tão fáceis de extinguir do nosso convívio natural”.

 

Presidente da Câmara de Évora sublinhou importância da imprensa na promoção da convivência de diferentes culturas

 

Na receção dos diretores dos jornais esteve também presente o presidente da Câmara Municipal de Évora. Carlos Pinto Sá evidenciou igualmente a relevância da possibilidade de serem encetadas trocas de experiências em qualquer setor da nossa vida social e económica “e, sobretudo, num setor que é determinante para as sociedades e que é a comunicação social”. A seu ver, a comunicação social tem, hoje, um papel fundamental na democracia, como tal a possibilidade de trocar vivências em realidades diferentes é de grande importância.

Carlos Pinto Sá disse que a vinda desta comitiva “deve ser entendida como um caminho a fazer e não apenas como um ponto de encontro. Eu penso que era importante que se mantivessem os contactos e a possibilidade de irem trocando experiências. Nós teremos sempre a aprender com o que é feito no Brasil e o mesmo acontecerá com o Brasil que terá a aprender com o Alentejo”. E prosseguiu: “Outro do papel da comunicação social é promover a convivência de culturas diferentes, sobretudo num momento em que o mundo vive conflitos muito complicados”.

 

Cidades de Tubarão e Évora têm um jornal com o mesmo nome

 

Parceria entre “Diários do Sul” reforçada ao nível do turismoTomaz Viana de Albuquerque, diretor do jornal Diário do Sul do Brasil fez um balanço da visita a Portugal, explicando que permitiu verificar que as vivências dos sete jornais que visitaram, entre nacionais e regionais, “são muito semelhantes com as nossas. Os veículos de informação são semelhantes e as tiragens são parecidas”.

Quanto à parceria que já existe com o “Diário do Sul”, sediado em Évora, o mesmo responsável lembrou que a colaboração começou há dois anos. “Pensámos em criar um caderno de turismo que veicula no Brasil o que vocês produzem aqui. E aqui, no Alentejo, será veiculado o caderno que é produzido na nossa cidade de Tubarão sobre turismo em Santa Catarina”, sustentou, adiantando que a finalidade é “mandar turistas de Santa Catarina para Évora e vice-versa”.

 

Representantes de entidades públicas e privadas estiveram na receção

 

Promover o Alentejo tendo como aliado a comunicação social

 

Dar a conhecer a realidade da região em diferentes setores foi o que motivou a presença de vários representantes de entidades públicas e privadas. Na receção estiveram presentes o delegado regional do IEFP do Alentejo, a diretora da Segurança Social de Évora e o diretor da Escola Profissional da Região Alentejo (EPRAL) que traçaram o cenário do que tem vindo a ser feito neste território e que afirmaram a importância de terem como parceiros os órgãos de comunicação social.

Palma Rita, delegado regional do IEFP do Alentejo considerou que a comunicação social local teve um papel determinante “naquele que foi o processo de saída da crise e de conseguirmos revitalizar um território com uma estrutura completamente diferente em termos económicos porque mostrou o que de bom fazemos aqui”. A seu ver, os órgãos de comunicação têm um papel fundamental para a divulgação do Alentejo e para este intercâmbio com o Brasil. “Não esqueçamos que é um mercado potencial em termos de dimensão e de estrutura económica, que já existe em Évora com a Embraer, e que queremos aumentar ainda mais”, apontou.

Também Sónia Ramos, diretora da Segurança Social de Évora defendeu que “é através da comunicação social que conseguimos expressar a importância das políticas públicas no nosso território e, neste caso, levá-lo para o outro lado do oceano”. Deste ponto de vista, considerou o intercâmbio anunciado como “fantástico, sobretudo porque falamos a mesma língua”. A mesma dirigente sublinhou o facto dos diretores dos jornais terem mostrado interesse em conhecer melhor a região “e como é que as políticas públicas, que muitas vezes têm outra designação, funcionam e são adequadas a cada um dos territórios. Para mim, isso é sempre uma riqueza”.

A representar o setor da educação esteve Cláudio Ramos, diretor da EPRAL que disse ver este intercâmbio de experiências como uma mais-valia, tanto para nós, para a nossa região, como para os nossos órgãos de comunicação social regional, como também para os órgãos de comunicação social brasileiros. “Permitir uma troca de experiências de valor acrescentado para os dois países é sempre benéfico, sobretudo quando se leva a língua portuguesa ao Brasil e se traz a língua portuguesa que é falada no Brasil a Portugal”, vincou.

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