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Diretor: Cátia Barreira | Última Atualização: 17-10-2014
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Murça
Ministro da Agricultura visitou Adega Cooperativa de Murça
20/07/2010, 09:22

Considerada “uma Adega Cooperativa para o Século XXI” a instituição vinícola de Murça é apontada como um exemplo de sucesso a seguir por outras cooperativas na região mas sobretudo no Douro, onde se faz a produção vitivinícola da mais antiga região demarcada do mundo e onde várias cooperativas do sector atravessam graves problemas financeiros.
Os corpos directivos da instituição têm tomado um conjunto de medidas comerciais e uma atitude diferente daquelas que são seguidas pelas suas congéneres. Para além de ter investido alguns milhões de euros na sua modernização, optaram por uma gestão empresarial, a qual tem dado mais-valias aos seus associados. Este modelo traduz-se numa forma de fazer vinhos de “alta qualidade”, apostando na comercialização da marca “Caves de Murça”.
Actualmente esta, conta com uma capacidade de laboração de 10 mil  pipas de vinho por vindima, tem um volume de negócios anual acima dos 5.000,00 euros.
António Ribeiro, o Ministro da Agricultura, aproveitou ainda esta deslocação a Murça para realizar uma pequena reunião de trabalho com autarcas, dirigentes e responsáveis de instituições vinícolas do Douro e Governador Civil de Vila Real.
“A forma de ajudar os vitivinicultores do Douro é através de adegas que são bem geridas, dando como exemplo a gestão actual da Cooperativa de Murça”, realçou o Ministro no final dos trabalhos.
João Luís Teixeira, Presidente da Câmara de Murça lembrou que “segundo dados do Ministério da Agricultura, a maioria das adegas da Região Demarcada do Douro tem problemas em saldar as contas com os seus associados”, relembra. O autarca refuta que “por detrás dos maus exemplos está uma gestão não profissionalizada, a falta de apoio aos agricultores para combater as pragas da vinha e a falta de bons enólogos. Estes são alguns dos factores a ter em conta, no entanto, há instituições que descoraram estes itens determinantes para o seu sucesso e os problemas foram-se acumulando”.
No caso de Murça também a Câmara Municipal tem dado o seu contributo para contrariar esta tendência e a prova disso mesmo é transferência de uma verba anual de quarenta e nove mil euros para a Adega Cooperativa de Murça, durante o período de três anos, uma decisão arrojada mas importante, que a Câmara de Murça aprovou, com o objectivo de que a Adega de Murça pudesse, tal como está a acontecer, organizar uma gestão profissionalizada, de maneira a reorganizar o funcionamento geral de transformação e essencialmente das vendas de vinhos.
A comitiva visitou ainda as modernas instalações das “Caves de Murça” e foram brindados com a nova aposta da cooperativa, o seu primeiro vintage, um Vinho do Porto, de uma só colheita, produzido em anos de vindima excepcionais. Engarrafado no segundo ano e envelhece em garrafa durante muitas décadas. É um vinho de cor retinto, com aromas profundos a frutos maduros e pretos. Na boca é encorpado, mas elegante com sabor muito prolongado.

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