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04-01-2010 - 14:39
PEV chama Ministérios do Ambiente e das Obras Públicas ao Parlamento
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A EDP afirmou, num debate ocorrido em Carrazeda de Ansiães, que não avançaria com outra alternativa ferroviária no caso de construção da barragem. “Os Verdes” consideram que a empresa está a impor uma violação ao caderno de encargos e à DIA, sem que o Governo ponha travão ao que o partido chama de “prepotência da EDP”, favorecendo-a, assim, em detrimento do que está estipulado nas condições de construção da barragem do Tua.
Perante estes factos, o Partido Ecologista solicitou na Assembleia da República, em ofício dirigido à Comissão de Ambiente e à Comissão de Obras Públicas, a presença da Ministra do Ambiente e do Ministro das Obras Públicas, de modo a que sejam prestados esclarecimentos sobre o que tem sucedido, em relação a compromissos assumidos e impostos e à sua alegada violação.
As intenções da EDP são de fazer a ligação entre Foz-Tua e Carrazeda de Ansiães por transporte rodoviário, sendo que foi também anunciada a criação de uma Agência Regional de Desenvolvimento para ajudar os concelhos que vão ser afectados pela construção da barragem. A ideia passa por encontrar condições para o desenvolvimento e criação de emprego no vale do Tua, nomeadamente ao nível do turismo., contando com a colaboração das autarquias e de agentes privados.
A empresa tem até Julho do próximo ano para apresentar ao Governo o projecto da barragem e as soluções exigidas na Declaração de Impacte Ambiental.
José Silvano, presidente da Câmara Municipal de Mirandela, também já mostrou o seu descontentamento face às declarações da EDP em Carrazeda de Ansiães. O também presidente da administração da Metro de Mirandela, já disse que não aceita esta solução do Metro efectuar a ligação entre Brunheda e Mirandela, sem haver contrapartidas financeiras, alegando que a empresa não tem capacidade para suportar, sozinha, estes custos. O autarca afirma ainda que não o surpreende esta falta de proposta de alternativa ferroviária, por parte da EDP e quanto à proposta turística adianta que a autarquia não vai suportar o metro, não há meios financeiros para o fazer, a menos que haja uma sociedade com a EDP.

