Bom jogo de futebol com ambas as equipas ainda a perseguir objetivos importantes, os mirandelenses a tentar ainda o pódio, e os maritimistas segurar a manutenção, sabia-se que iria haver rigor e concentração para não haver erros, mas esperava-se que ambas as equipas arriscassem porque só a vitória interessava. E felizmente para o futebol e para o espetáculo, as expectativas não foram goradas, proporcionando um final de campeonato fantástico a deixar saudades para a próxima época..
Utilizando tácticas muito idênticas e muito bem encaixadas uma na outra, com o rigor da organização defensiva a ser soberano, a luta a meio campo intensa a ser fulcral e a comandar o jogo, a velocidade na transição sectorial pela forma circulada e apoiada, era a procura do desequilíbrio, a tentativa da surpresa, e o condimento de um jogo sem períodos mortos, excelentemente bem jogado a proporcionar lances de arquitetura vistosa com os índices técnicos evoluídos individuais a procurar resolver, mas sempre assentes no coletivo.
O primeiro bloco do jogo, muito equilibrado, com ambas as equipas a arriscar e bem conseguindo não errar mais que duas vezes, proporcionou quatro golos de grande qualidade e um empate que era justo.
No segundo bloco o rigor e a qualidade mantiveram-se e tudo levava a crer que ambas as equipas terminariam com a divisão de pontos. Valeu aí o preciosismo na colocação de bola do artista Rui Borges, e a inspiração dum Campinho especialista em evitar golos, a subir ao segundo andar e indicar o caminho das malhas para a justa vitória trasmontana.
Terminou em beleza o campeonato de excelência dos alvi-negros, dificultado pela qualidade e entrega dos maritimistas que conferiu um maior sabor à vitória trasmontana.
Quanto aos árbitros, um trabalho de qualidade alta.