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Saudar,a equipa Terra Ruiva,e desde england,desejar as maiores felicidades,e que desenvolvam esforços no sentido de mobilizar as pessoas para que a reabertura da Sociedade de S.Marcos se faça rapidamente para bem de todos,aquela Sala fechada é um ate (...)
autor: jose silverio nunes
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07-08-2009 - 09:59

O concelho não está condenado ao marasmo


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Começo por agradecer o convite e relevar a oportunidade que nos foi dada, e aos restantes partidos políticos, pelo Jornal Terra Ruiva de comunicar com os seus leitores. De com eles partilhar a nossa visão acerca das autárquicas que se avizinham e, mais especificamente, acerca da autarquia de Silves.


A importância das autarquias em democracia reveste-se de grande significado dado o carácter autónomo e representativo das mesmas. Carácter representativo pois são dotadas de território e população específicos. Carácter autónomo a nível da gestão económica, patrimonial, e de recursos humanos. O que nos leva a discutir, no dia-a-dia, as opções políticas e práticas que são tomadas e executadas na nossa autarquia municipal Silves, bem como nas freguesias que a constituem: São Marcos da Serra, São Bartolomeu de Messines, Algoz, Tunes, Alcantarilha, Pêra, Armação de Pêra, e Silves.
 

Porque nos interessa essas opções? Interessa-nos pois são elas que possibilitam, ou não, o desenvolvimento e o progresso da educação e da saúde no concelho que habitamos, o nosso desenvolvimento sócio-económico, o ordenamento do território das nossas localidades, a existência de saneamento básico e abastecimento efectivo e funcional, e as condições ambientais e de desenvolvimento pessoal, como a cultura e o desporto.


Residimos, hoje em dia, num concelho onde a resposta às necessidades acima levantadas, que são da competência da Câmara Municipal, não obteve atitude conforme, apesar dos 12 anos de governação ininterrupta do PSD quer no executivo camarário, quer na assembleia municipal. Doze anos de governação sem progresso e desenvolvimento, mesmo sendo o último mote eleitoral (autárquicas 2005) desde executivo camarário "com Silves no coração". Parece que este amor é daqueles sado-masoquistas: "quanto mais me bates, mais gosto de ti". O que nos leva ao facto de gostar não ser suficiente, e até duvidar desse gostar. Quem tem alguém no coração preocupa-se, cuida, nutre, no fundo ajuda a crescer, a desenvolver e a progredir. Preocupa-se com a saúde do concelho e dos seus munícipes todos os dias, não faz consultas e operações de charme de quatro em quatro anos.
É tempo de reflectir e ponderar um romance constituído e fundado em aparências, eventos fortuitos como marchas, aulas desportivas grátis em dia de eleições legislativas, inauguração de início de obras, projectos anunciados todos os fins de mandato/início de campanhas eleitorais, como o parque das feiras em S. B. de Messines, o museu do azeite em S. Marcos, etc. que não chegam a ser concretizados. Nem mesmo com a posição geoestratégica que ocupa no Algarve, como este executivo já admitiu, o concelho e a população atingiram um nível de desenvolvimento sustentável. De facto não há uma relação saudável quando tudo se promete e nada se executa. Quando falamos e não nos escutam. Quando tomamos decisões e elas não são respeitadas. Estes doze anos têm sido assim.


Solução? O concelho não está condenado ao marasmo em que se encontra. Existem pessoas competentes, responsáveis, coerentes, activas, cheias de energia, dinâmicas, experientes em diversas áreas: sociais, económicas, culturais, conhecedoras das diversas realidades do concelho que apresentam uma alternativa real às actuais políticas camarárias desconcertantes, incoerentes, e irresponsáveis do executivo PSD. A robustez dessas pessoas, dessa equipa, reside no envolvimento da população, da sua auscultação e escuta, da sua participação nas tomadas de decisão, e na execução prática das mesmas. Essa é a característica mais inteligível da Coligação Democrática Unitária que a distingue das outras forças políticas. A CDU congrega em si cidadãos independentes, o Partido Comunista Português, e o Partido Ecologista os Verdes, ou seja, uma visão plural e ampla do mundo, que tem como princípios norteadores a integridade dos sujeitos, o seu pleno desenvolvimento, e o progresso sustentável do país, dos seus concelhos e das suas freguesias.
Seja parte da solução. O nosso concelho merece melhor.

Autor: Tânia Mealha (CDU)
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