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| Vale do Sousa
Gémeos Ferreira dão ajuda preciosa aos peregrinos
11/05/2017, 16:34

Os conhecidos gémeos José e António Ferreira, do Marco de Canaveses, com estabelecimentos pelos Vale do Sousa e Tâmega, oferecem todos os anos comida e bebidas não alcoólicas aos peregrinos que se deslocam a pé até Fátima. Este ritual já tem 23 anos, numa operação logística que, este ano, envolve 30 pessoas.

Conhecidos como 'cura pernas', estes homens, de 54 anos, aliviam as dores corporais dos peregrinos que se deslocam até ao santuário de Fátima com música, dança e comes e bebes. Só em 2016 ajudaram 7 mil peregrinos.
Todos os anos são cortados pelas mãos da mãe dos gémeos, D. Ana Emília, cerca de 5000 pães, e servidos dois porcos no espeto, doze presuntos, várias paletes de sumos e de água, além de outros produtos alimentares, num apoio que custa aos irmãos cerca de 12 mil euros por ano. "Costumo dizer que se dou cinco, Deus dá-me 10. Está ótimo e temos de dividir por estas pessoas que muito precisam", concluiu o empresário.Estacionado à beira da Estrada Nacional n.º 1, na zona de Relvão (Pombal), o camião semirreboque dos irmãos, proprietários da empresa Gémeos Ferreira, com instalações nos concelhos de Marco de Canaveses, Paredes, Lousada e Amarante, parece fazer esquecer as mazelas do corpo aos devotos, devido ao ambiente de arraial popular, que dispensa massagens ou outros tratamentos.
Ao som das concertinas do grupo "Toca e Dança", constituído por quatro jovens, dos 12 aos 18 anos, a quem se junta Fernando Ferreira, de 89 anos, pai dos empresários e homem dos "sete instrumentos", os peregrinos envolvem-se ativamente nas danças e cantares, antes de continuarem a caminhada rumo ao Santuário da Cova de Iria.
"É uma paragem obrigatória, porque daqui vão com as pernas curadas, até dizem que somos os cura pernas, pois chegam aqui com os pés levantados, como é normal, mas depois dançam, cantam e 'arrancam' como se nada fosse", disse José Ferreira.

Homem de fé, o empresário, foi há alguns anos a Fátima a pé e o apoio que teve ao longo da sua jornada foi tão pouco que resolveu fazer a promessa de que, enquanto pudesse, iria prestar auxílio aos peregrinos, e o irmão juntou-se à causa. "Vinha com mais três mulheres e senti-me sem apoio nenhum, e, pelo caminho, achei que havia muita exploração naquele tempo", explicou José Ferreira, ao recordar essa peregrinação, dizendo depois que "pelo caminho, uma mão, nem sei de quem, bateu-me na cabeça para fazer este gesto, se pudesse. E graças a Deus posso fazê-lo."
"Muitos peregrinos já estão a contar e depois de passarem por aqui deixam ficar as dores de pernas e pés e os paus", que ajudam a dosear o esforço do corpo durante as centenas de quilómetros do trajeto, salientando que alguns "chegam mesmo a cair para o lado e saem daqui revitalizados", relembrou.

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