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Afonso Dias vai escrever livro: “Só Deus me pode julgar”
15/04/2017, 19:47

Afonso Dias encontra-se em liberdade condicional desde 29 de março, precisamente no mesmo dia em que a mãe de Rui Pedro completou 53 anos.
Ao todo, foram 2 anos, 11 dias e 4 horas detido na cadeia de Guimarães pela condenação de um crime de rapto (o tribunal condenou em 3 anos de prisão efetiva), acabando por sair agora em liberdade e numa fase em que o enigma sobre o desaparecimento de Rui Pedro se mantém. "Só Deus me pode julgar", foram estas as palavras de Afonso, em declarações ao Jornal de Notícias, à saída do Estabelecimento Prisional de Guimarães, quando faltavam poucos minutos para as 16 horas.
Afonso Dias quis surpreender uma tia, que tinha visita marcada, esperando do lado de fora, sem que desconfiasse de que o iria levar para casa. Quando viu a tia a aproximar-se, o homem terá acenado, sorrido e dito: "Pare aí, que é para eu me ir embora" e ainda pediu para ir ao volante, "para matar as saudades de conduzir".
Ao JN, Afonso Dias desabafou sobre o tempo que passou preso, "injustamente", segundo ele: "Chorei muito. Passei por depressões e emagreci 19 quilos". Revelou que para se aguentar nos mais de dois anos que passou preso se dedicou a completar o 12.º ano, pois tinha entrado com o 6.º ano. Vai integrar no livro que está a acabar os trabalhos que fez nas aulas.
A publicação ainda não tem data anunciada, mas já tem um título pensado. "Vai chamar-se ‘A condenação de um inocente'", revelou Afonso, em declarações ao mesmo jornal, acrescentando que a maior parte do tempo na prisão foi passado a ler a Bíblia, a estudar e a ver televisão.
No dia da saída de Afonso, era dia de festa na família de Rui Pedro, já que a mãe, Filomena Teixeira, fazia 53 anos, teve a visita de familiares. "Foi esta a prenda de anos que me deram. Não há justiça neste país. Sinto-me cansada. Estou saturada de viver", disse Filomena Teixeira.

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