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| Lousada
Jovem lousadense explica como viajar a baixo custo
08/04/2017, 19:56

Luciana Martins, de 20 anos, residente em Aveleda, Lousada, integra um leque de 61 jovens que tem realizado intercâmbios através da Akto, uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), com sede em Coimbra, que tem como objetivo a defesa dos Direitos Humanos e Democracia.
A educação é uma área primordial no trabalho da Akto e a forte aposta em formação na área dos Direitos Humanos e Democracia tem como principal objetivo formar pessoas mais conscientes e profissionais que possam desenvolver as suas competências.
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A jovem lousadense é estudante do 3.º ano em Direito na Faculdade de Coimbra e tem participado em intercâmbios promovidos por organizações locais que concorrem a financiamentos destinados a esses fins. "Estes intercâmbios reúnem pessoas de vários países da União Europeia e não só. Reunimo-nos numa cidade, que depende do projeto em questão, para discutirmos um determinado tema, aprendermos mais sobre o mesmo e conhecermos outras realidades e outras culturas. Penso que todos os jovens deveriam ter oportunidade de viver esta aventura pelo menos uma vez na vida", explicou.
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Na opinião de Luciana Martins, o principal objetivo dos jovens que integram o programa Erasmus + através da Akto são claros. "Conhecer outros países, outras culturas, treinar a língua inglesa e melhorar o seu currículo. Para além disso, é uma oportunidade para viver novas experiências a baixos custos, que de outra forma não seria possível", destacou.
Os intercâmbios têm a duração de uma semana e no final os participantes recebem um certificado da Comissão Europeia, algo que, para esta lousadense, "enriquece os currículos". Mas como será passada a semana? Chegados ao país de destino quais as formações que os elementos do intercâmbio têm? "Todas as viagens têm temas diferentes. Quando fui à Suécia, fui organizar um campeonato internacional de futebol de rua; na Alemanha fui jogar nesse mesmo campeonato; em Estrasburgo o tema era relacionado com a dança e com a música e na Croácia foi sobre fotografia. Aprendi a usar o programa Photoshop, tive workshops sobre o Islamismo, sobre linguagem gestual", elencou, dizendo depois que a semana varia de acordo com o tema. "Além de workshops, trabalhos de grupo, passeios culturais para conhecer a cidade do país onde nos encontramos, temos ainda momentos de tempo livre para conhecer outras pessoas, entre muitas outras coisas", explicou.
Para a lousadense, os regressos destas viagens terminam sempre da mesma maneira: "ficam as memórias de uma semana cheia de emoções onde se aprende muito e conhece pessoas que certamente nunca esqueceremos".
Será que ingressar na AKTO dá acesso garantido à existência de um intercâmbio? Luciana Martins explica que "até podemos não conseguir viajar no primeiro momento em que nos inscrevemos, mas, certamente, conseguiremos num outro". Quase todos os meses abre um novo intercâmbio de temas diferentes, com oportunidade para ingressar na Akto e "de viver uma experiência única, que certamente nunca esquecerão".
Se tem vontade de ingressar num destes desafios saiba que a candidatura é feita através da resposta a um questionário. "Se me enviarem um email para luciana_12martins@hotmail.com, eu envio a ficha de inscrição e a partir daí tudo será tratado com a ONG. É necessário o currículo e uma carta de motivação. Convém, claro, que a pessoa tenha um nível mínimo de inglês, uma vez que só assim conseguirá tirar maior proveito desta semana", referiu.
Quanto a planos de formação específicos para os pré-voluntários, esses não são necessários. "Visto que as pessoas dos outros países também não os tem. As pessoas em questão não são profissionais da área, simplesmente se interessaram pelo tema e decidiram tal como nós tentar", referiu.
A estudante já realizou cinco viagens ao abrigo do programa, sendo a Lituânia o último país visitado.
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"Participar neste projeto é incrível. Olho para trás e sei que deixei amigos pelo mundo que certamente um dia irei reencontrar. São incríveis as cidades que já conheci, os amigos que já fiz, os momentos que guardo. Tenho 20 anos e sei que se não tivesse entrado neste projeto nunca poderia dizer que já conheci tanto em tão pouco tempo, com custos quase simbólicos. Aconselho a qualquer jovem estudante, ou não, de se envolver num projeto destes", frisou, dizendo que considera "incrível a ligação que ganhamos com 'desconhecidos' apenas numa semana".
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Se pensa em inscrever-se, a Luciana deixa-lhe um conselho: "todos os jovens devem viver estas experiências enquanto as responsabilidades não acrescem, enquanto temos tempo de o fazer. É realmente gratificante chegar de uma viagem e ver o quão fomos felizes numa semana, num sítio tão diferente do nosso, com pessoas diferentes das que temos diariamente. Não desperdicem as oportunidades que a vida vos dá", destacou, partilhando em forma de conclusão a sua primeira experiência de intercâmbio. "O projeto que mais me marcou talvez tenha sido a Suécia, talvez por ser o primeiro e talvez porque fui sozinha. Não sabia bem para o que ia, um país que não conhecia, pessoas que nem fazia a mínima ideia de quem eram e era a única portuguesa ali. O amigo que ia comigo esqueceu-se do bilhete de identidade e não embarcou, não teve alternativa. Fui tão bem recebida, os estudantes luxemburgueses dividiram quarto, deram-me um na casa deles para eu não ficar sozinha no hotel e integraram-me para que não me sentisse sozinha. No último dia tinha voo às 6 da manhã e antes de sair de casa estavam acordados para se despedirem de mim. O quão o tempo voa, o quão é ótimo relembrar pequenas coisas que nos tornam melhores pessoas e consequentemente melhores profissionais um dia", concluiu.
Elisabete Leal

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