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| Felgueiras
Suspeito de matar mulher em Felgueiras terá confessado outro homicídio em Famalicão
28/10/2014, 23:38


O advogado de um jovem condenado em 2013 pelo homicídio da tia, em Famalicão, disse hoje que o processo poderá levar um "grande volte face", já que um homem agora detido pela Polícia Judiciária assumiu a autoria daquele crime.

"Vamos esperar pelas suas declarações perante o juiz de instrução criminal e, a partir daí, se ele continuar a assumir a autoria daquele homicídio, iremos requerer uma certidão das suas declarações e juntá-la ao processo", disse hoje o advogado Paulo Gomes à agência Lusa.

Na noite de segunda-feira, um homem de 46 anos entregou-se na GNR de Guimarães e, segundo fonte policial, ter-se-á assumido como autor do homicídio ocorrido a 29 de março de 2012 em Joane, Famalicão, e de um outro em Felgueiras, a 27 de abril de 2014.

O caso passou para as mãos da Polícia Judiciária (PJ), que, em comunicado hoje emitido, refere que o arguido está apenas indiciado do homicídio de Felgueiras.

O arguido será ouvido na quarta-feira pelo juiz de instrução criminal no Tribunal de Felgueiras.

O crime de Felgueiras remonta a 27 de abril de 2014, sendo a vítima uma mulher de 39 anos, que foi morta à facada, em casa.

A PJ anunciou hoje a detenção de um homem e de uma mulher como alegados autores do crime.

O homicídio de Joane, Famalicão, ocorreu a 29 de março de 2012, sendo a vítima uma mulher de 73 anos, também encontrada morta em casa.

A PJ deteve um sobrinho da vítima e o Tribunal de Famalicão condenou-o, em novembro de 2013, a 20 anos de prisão, por homicídio qualificado.

Uma pena que a Relação baixou para 12 anos, imputando ao arguido o crime de ofensas à integridade física qualificadas, agravadas pelo resultado morte.

Paulo Gomes sublinhou que o seu cliente, um estudante de criminologia, "negou o crime", quer à Polícia Judiciária, quer perante o juiz de instrução criminal, tendo durante o julgamento optado pelo silêncio.

O advogado disse ainda que há registos de localizações celulares que apontam para chamadas do telemóvel do arguido de locais muito distantes do do crime, à hora dos factos.

Para Paulo Gomes, o tribunal "praticamente" só fundamentou a sua decisão na reconstituição dos factos que o arguido aceitou fazer depois de detido pela Polícia Judiciária.



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