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| Castelo de Paiva
PSD acusa presidente da Câmara de Castelo de Paiva de "atitude antidemocrática"
13/01/2015, 00:14


O PSD de Castelo de Paiva acusou hoje o presidente da câmara, Gonçalo Rocha (PS), de "atitude antidemocrática" ao não permitir cópias do relatório da Inspeção de Finanças, mas o autarca alega a cumprir a lei.
"Numa atitude antidemocrática e muito pouco transparente, Gonçalo Rocha insiste em não dar conhecimento, leia-se cópia, do relatório final da IGF aos vereadores do PSD", critica-se num comunicado social-democrata.
Em declarações à Lusa sobre o assunto, o presidente do município rejeitou hoje aquela acusação e recordou que se "limita a cumprir o que foi determinado pela Inspeção Geral de Finanças (IGF)", que é dar conhecimento do relatório a todos os elementos do executivo.
"Os senhores vereadores podem consultar o relatório, o tempo que quiserem, em horário de expediente", insistiu o eleito socialista.
No entanto, o PSD alega que a sua vereadora Vanessa Pereira foi impedida de tirar cópias do documento. A oposição recorda que o relatório tem mais de 90 páginas e que as cópias permitiriam "uma análise mais detalhada e exaustiva".
Sobre esta matéria, o presidente da câmara justificou, à Lusa, que no relatório não se determinou que fosse permitido efetuar cópias, "apenas dar conhecimento".
"Estou a dar sequência ao que foi determinado", insistiu o presidente da Câmara, recordando que aquele procedimento, agora criticado pelos vereadores da oposição, é igual ao que acontecia no tempo em que o PSD, liderado por Paulo Teixeira, governava a autarquia (até 2009).
Contudo, no comunicado de hoje, os sociais-democratas criticam também o líder socialista do executivo por ter dado instruções ao funcionário que cedeu o relatório para que, "em momento algum, deixasse a vereadora [da oposição] sozinha".
"É impossível ter uma opinião bem formada sobre um relatório de 90 páginas, apenas com uma mera consulta e com a vigia de um funcionário camarário", vinca-se no documento do PSD.
Aquele partido alegou não se "conformar" com o que considera "uma atitude arrogante" do presidente da câmara, avançando que vai informar "as instituições de direito para que que a lei seja cumprida".
A inspeção referida pela oposição concluiu que o atual presidente, do PS, e o seu antecessor, do PSD, terão "preterido" de regras de contratação de empreitadas e aquisição de bens e serviços.
Reagindo àquela conclusão, a maioria socialista avançou à Lusa, na terça-feira, que, "em devido tempo e no lugar próprio", será demonstrada, "de forma inequívoca, o cumprimento integral de todas as normas legais aplicáveis".
Sobre a mesma matéria, no mesmo dia, o ex-presidente da câmara, Paulo Teixeira (PSD), acusou a maioria PS de "lançar manobra de diversão", ao pôr o seu nome num comunicado sobre um relatório das Finanças que aponta irregularidades à autarquia.
"Receio que isto seja só para lançar a confusão. Trata-se de uma manobra de diversão", criticou, em declarações à Lusa.

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