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| Castelo de Paiva
Marcha lenta de Castelo de Paiva juntou 200 carros em indignação com governos
24/08/2015, 00:46

Uma marcha lenta juntou, este domingo, mais de duas centenas de viaturas para "manifestar a indignação da população com os sucessivos governos", disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Castelo de Paiva.

"Hoje foi para demonstrar a nossa indignação pela falta de compromisso dos sucessivos governos relativamente ao nosso concelho e à nossa região", comentou Gonçalo Rocha (PS), em Penafiel, no final da ação de protesto.

A marcha lenta, convocada pela Câmara de Castelo de Paiva, começou em Canedo, no concelho de Santa Maria da Feira, evoluindo em direção à vila Castelo de Paiva, pela variante à EN222. Prosseguiu depois, para norte, pela variante à EN224 com destino a Entre-os-Rios. Ali, atravessada a ponte sobre o Douro, as viaturas entraram na EN106, até Penafiel. Ao todo foram percorridos cerca de 45 quilómetros.

A ação, segundo a organização, pretendeu demonstrar a lentidão dos acessos de Castelo de Paiva à A32, em Santa Maria da Feira, e à A4, em Penafiel, na EN106.

A autarquia de Castelo de Paiva reclama há cerca de duas décadas a construção do troço final de oito quilómetros da variante à EN222 para assegurar a ligação ao nó da A32 e também da variante à EN 106, conhecida como IC35, ligando Penafiel a Entre-os-Rios.

"São duas ligações fundamentais para o nosso tecido empresarial, para manter as nossas empresas, criar e atrair novos postos de trabalho", reafirmou hoje o autarca socialista.

Alguns automóveis tinham inscrições a pedir a construção das duas estradas. O som das buzinas assinalava o tom de protesto, numa tarde de muita chuva e vento.

Apesar do mau tempo, Gonçalo Rocha disse fazer um balanço positivo da ação de protesto.

"A população manifestou todo o interesse em participar na iniciativa, apesar de o tempo não ter ajudado muito. Vamos, com certeza, fazer outras iniciativas", prometeu.

Recordando as mais de duas horas que demorou a cumprir o percurso da marcha lenta, frisou ter ficado "demonstrada a necessidade de melhores acessibilidades, com ligações rápidas aos grandes eixos rodoviários do país".

O presidente da Câmara reafirmou que o seu concelho está "cansado de verificar, ao longo de vários anos, muitos anúncios, muitos projetos de resolução, muitos documentos da Assembleia da República, mas em termos práticos nada tem acontecido".

"As nossas populações estão cansadas de tanto anúncio e tanta promessa. A nossa revolta começa a atingir níveis preocupantes", avisou, exclamando ainda: "A paciência dos paivenses esgotou-se, num povo que é sereno, que tem conseguido sempre dar a volta, mesmo em momentos muitos difíceis".

À Lusa, Gonçalo Rocha acrescentou estar cansado de "conversa enrolada", ao mesmo tempo que assegurava a intenção de "manter o pé pesado, no sentido de demonstrar ao país" que Castelo de Paiva "ainda existe".

Confrontado com as recontentes declarações do presidente da Câmara de Penafiel, Antonino Sousa (PSD/CDS), à Lusa, que aludiu ao risco de a marcha lenta ser vista como uma incitava com interesse político-partidário, a poucas semanas das eleições legislativas, Gonçalo Rocha comentou:

"Respeito a opinião do meu colega, mas poderá estar perfeitamente descansado que não há qualquer conotação político-partidária nesta ação, nem qualquer envolvimento no momento eleitoral que atravessamos".

Assinalou também que no protesto de hoje participaram representantes das várias forças políticas do concelho, porque "entendem que isto começa a ser mais de mais".

O autarca sublinhou que as críticas que tem feito ao comportamento dos sucessivos governos, por não terem cumprido as promessas de anos, "abrangem todos os partidos do arco da governação".


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