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| Penafiel
Milhares de pessoas às compras no S. Martinho de Penafiel
11/11/2015, 18:00


Milhares de pessoas "invadiram" esta manhã o centro de Penafiel para festejar o S. Martinho, ocupando ruas emolduradas com mais de 700 feirantes e inúmeros assadores que preparam sete toneladas de castanha.

O feriado municipal e o bom tempo deram as mãos para que os penafidelenses e os que chegam de concelhos vizinhos cumpram o costume centenário de, quase sempre em grupos familiares, mergulharem na multidão que, com vagar e em ziguezague, vagueia em sobe e desce pela avenida principal, vedada ao trânsito. A organização não arrisca um número concreto de visitantes, mas o presidente da câmara, Antonino Sousa, disse que serão centenas de milhares, nos 11 dias de feira que só terminam no dia 22.

"É uma multidão imensa", vincou, recordando que é costume, nos pontos mais altos da feira, haver filas na autoestrada nas saídas para Penafiel.

As compras de S. Martinho, muitas vezes focadas nos agasalhos, são quase obrigatórias, com as tendas com roupa de mil cores e feitios pendurada e os pregões dos feirantes a conferirem a atmosfera habitual, à qual não pode faltar a prova do vinho novo, um verde tinto servido por cinco adegas do Tâmega e Sousa, numa tenda gigante. Ali é gratuita a degustação das "quentinhas e boas", que se apregoa em todo lado aludindo à rainha da festa, a castanha que se esconde em cada cartucho feito com papel de jornal.

O presidente do município, assinala, a propósito, a importância da feira para dinamizar o comércio local e os produtores de vinho e castanha.

Ajudam à festa, observou, as atuações constantes, em cada recanto da urbe, de grupos de tocadores de instrumentos tradicionais, como as concertinas e os cavaquinhos e as danças dos ranchos folclóricos.

Para Antonino Sousa, Antonino Sousa, a feira de S. Martinho tem vindo, nos últimos anos, a reencontrar-se com as tradições de décadas, nomeadamente a etnografia e o folclore, também com o envolvimento dos mais jovens que aderem com grande entusiasmo ao programa de animação.

"É uma festa por toda a cidade, promovendo as nossas raízes", exclamou, assinalando haver ainda muitas famílias das zonas rurais que aproveitam a feira para fazerem as compras para todo o inverno.

A propósito, recordou que o S. Martinho preserva a sua ligação ao mundo rural, como no tempo em que os lavradores de Penafiel, Lousada e Marco de Canaveses, Paredes, Cinfães e Castelo de Paiva aproveitavam a feira para adquirirem inúmeros produtos, como as samarras e os tamancos produzidos há dezenas de anos pelo artesanato local.

Também os produtores de vinho, hortícolas e frutos, vindos de vários pontos do país, tem no S. Martinho de Penafiel um ponto de encontro e momento importante para escoarem os seus produtos.

"Tudo isto é um reviver de tradições que nós, organização, temos acarinhado", concluiu, convidando as pessoas a visitar Penafiel até ao dia 22.


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