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| Internacional
Paris/Atentados: Pelo menos 120 pessoas mortas
14/11/2015, 02:08

Pelo menos 120 pessoas morreram na sexta-feira em vários ataques em Paris, cerca de cem destas numa sala de espetáculos onde decorria um concerto de uma banda norte-americana.

As primeiras notícias surgiram pelas 22:20 locais (21:20 em Lisboa), dando conta de várias explosões perto do Estádio de França, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções francesa e alemã, e de um ataque com arma de fogo num restaurante.

Pela 01:30 de hoje (00:30 em Lisboa), o número de mortos ultrapassava já uma centena, tendo a maioria morrido num ataque à sala de espetáculos Bataclan, onde à hora dos ataques estavam cerca de 1.500 pessoas a assistir a um concerto dos norte-americanos Eagles of Death Metal.

Naquela sala viveu-se uma situação de reféns, que terminou com um assalto policial durante o qual foram mortos três presumíveis terroristas.

Os ataques registados em Paris foram conduzidos em sete pontos diferentes da cidade, segundo fonte próxima do inquérito, citada pela Agência France Presse.

Os sete locais onde se deram os ataques são: Estádio de França, na Gare Du Nord, no restaurante Petit Cambodge, no bar Le Carrilon, no Bataclan Concert Hall, no Belle Equipe Bar, em Les Halle.

O presidente francês, que na altura dos primeiros relatos estava no Estádio de França, anunciou pelas 00:00 locais (23:00 em Lisboa) que decretou o estado de emergência no país e o encerramento das fronteiras na sequência de "ataques terroristas sem precedentes".

Entretanto, o governo belga decidiu estabelecer o controlo de fronteiras com a França em estradas, aeroportos e estações de comboio.

O chefe do Governo belga convocou um centro de crise e criou um comité ministerial para realizar as primeiras avaliações aos atentados de Paris.

Os ataques em Paris fizeram com que a Polícia de Nova Iorque ativasse vários protocolos antiterroristas na cidade como medida de precaução.

Os ataques foram condenados por vários países, entre estes os Estados Unidos da América, a Alemanha, Portugal e o Canadá.

O Presidente do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, ofereceu "toda a colaboração" dos corpos e forças de segurança espanholas, bem como do executivo a que preside, "na luta sem quartel contra a barbárie terrorista".

Os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, e do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmaram estar profundamente horrorizados com os ataques. Já o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, afirmou estar "profundamente chocado" com os ataques, que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, considerou "desprezíveis".

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, condenou os atentados terroristas em Paris e sublinhou que a Aliança está "fortemente unida na luta contra o terrorismo", o qual, garantiu, "nunca derrotará a democracia".

Em Portugal, já vários políticos demonstraram consternação com os ataques em Paris, entre estes, os candidato presidenciais Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa, o secretário-geral do PS, António Costa e os partidos LIVRE e Bloco de Esquerda.

O Presidente da República Cavaco Silva, enviou na sexta-feira à noite um telegrama de Estado ao Presidente francês, François Hollande, expressando a sua "grande consternação" face ao que classificou de "hediondos ataques terroristas" em Paris.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, expressou as condolências e solidariedade ao presidente francês François Hollande e o repúdio de Portugal "de toda a forma de terrorismo" face aos atentados desta noite.

Também o Governo português lamentou na sexta-feira "profundamente" os ataques e disse desconhecer ainda se há vítimas de nacionalidade portuguesa.

Por seu turno, o cônsul-geral de Portugal em Paris, Paulo Neves Pocinho, explicou à Lusa que "ainda é muito cedo" para saber se há portugueses entre as vítimas dos ataques desta noite, mas declarou que "a Embaixada e o Consulado estão de prevenção" e que já contactaram as autoridades francesas.


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