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PS/Amarante acusa presidente da Câmara de "faltar à verdade"
20/11/2015, 00:53


O PS de Amarante acusa o presidente da Câmara, José Luís Gaspar, de ter faltado à verdade e de ter recorrido à propaganda para garantir a "sobrevivência política" da gestão PSD/CDS da autarquia.

"No passado dia 31 de outubro, o primeiro responsável pela coligação ‘Afirmar Amarante' e atual presidente da Câmara proferiu um discurso onde ajustou a mentira à propaganda, num pacto que labuta pela subsistência política da dita coligação", lê-se num comunicado enviado à Lusa.

As críticas do PS ocorrem depois de o presidente da Câmara ter acusado a oposição, formada pelo PS e por um vereador independente, de ser "uma força de bloqueio".

"Não esperávamos a capitulação do Partido Socialista de Amarante perante aqueles que apenas se querem constituir como força de bloqueio à ação política do nosso executivo", afirmou o autarca.

Contudo, o PS recusou hoje aquela acusação, lembrando que, neste mandato, foram viabilizados três orçamentos municipais.

Segundo os socialistas, que são oposição em Amarante, "José Luís Gaspar fugiu, nesse dia, dos domínios da civilidade e da confiabilidade e fez afirmações apoiadas num argumentário de glorificação política, sendo que, para esse fim, faltou à verdade".

Com quatro eleitos no executivo, a coligação PSD/CDS governa Amarante, sem maioria, desde as autárquicas de 2013. A oposição conta com cinco representantes, quatro eleitos pelo PS e um vereador eleito por uma lista independente.

Os socialistas também tinham sido criticados pelo presidente da câmara por terem "alinhado numa política de terra queimada".

No documento de hoje, o PS critica a condução de vários dossiês da gestão autárquica social-democrata.

"A coligação "PSD/CDS" pratica uma gestão casuística, sem planeamento estratégico, sem rigor e pouco transparente", lê-se no comunicado.

"Exemplo disso", prossegue o documento, "são os inúmeros ajustes diretos, as leoninas contratualizações de prestação de serviços e avenças correspondendo a um encargo anual avultado, onerando o Município em várias centenas de milhares de euros".

Segundo a maior força de oposição em Amarante, "José Luís Gaspar está a fazer da gestão do Município de Amarante uma autêntica festa, à custa dos dinheiros públicos".

No jantar da coligação, Gaspar tinha acusado o PS de ter contribuído para o chumbo dos apoios aos manuais escolares.

O PS rejeitou hoje aquela acusação e recorda que a autarquia "continua a subsidiar as famílias carenciadas, medida foi melhorada pela ação do Partido Socialista".

Os socialistas defendem que, na versão proposta pela gestão PSD, "pretendia-se financiar por igual uma família que tem rendimentos de 500 euros mensais e outra que tenha, por exemplo, 5.000 euros.

"O PS não aceita que o dinheiro dos contribuintes seja desbaratado desta forma profundamente injusta", defende partido.


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