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| Baixo Tâmega
Escola do Marco ensaia cruzamento de raças de porcos para produzir presunto
20/11/2015, 00:55


Alunos e professores da Escola de Agricultura do Marco de Canaveses estão a cruzar raças suínas para criar um animal certificado para produções do Tâmega e Sousa, avançou  fonte do estabelecimento.

O projeto está a ser desenvolvido há cerca de um ano e pretende a criação de um animal que será 50% de raça bísara e 50% de raça ‘Pietrain' ou ‘Duroc', explicou Bento Rocha, docente da escola e responsável pelo estudo.

No âmbito das suas atividades letivas, a escola produz porcos bísaros.

Recentemente, o estabelecimento de ensino foi abordado pela Confraria do Presunto e da Cebola do Vale do Sousa sobre a possibilidade de produção de um tipo porco que será utilizado pelos criadores ligados à confraria.

"O objetivo é conseguir um animal com menos camada de gordura entre o músculo e a pele, que dará um presunto menos gordo", adiantou o docente.

Os alunos do último ano do curso de Técnico de Produção Agrária são os responsáveis pelo projeto.

Bento Rocha explicou que as fêmeas são emprenhadas pelo método tradicional ou por inseminação artificial.

"Temos um macho bísaro para a reprodução natural e adquirimos esperma das raças ‘Pietrain' e ‘Duruc' para fazer inseminações artificiais", disse o professor.

No espaço dedicado aos porcos, estão a ser criados cinco animais resultantes do cruzamento e existem cinco fêmeas prenhas, que poderão dar à luz entre 11 a 12 leitões, cada uma.

"Já temos resultados de vários cruzamentos que estão em engorda", assinalou, explicando que, após o abate dos animais e a preparação do presunto em fumeiro tradicional, será possível perceber qual o melhor cruzamento".

A escola está também a trabalhar na certificação da cebola "Garrafal", que apresenta um sabor diferenciado, muitas vezes usada, na região do Vale do Sousa, para acompanhar o presunto.

"Estamos a apurar a semente para a certificar e fornecer aos produtores que estão em colaboração com a confraria", salientou.

Bento Rocha adiantou à Lusa que o processo de certificação do porco e da cebola poderá estar concluído no final de 2016.

Joaquim Ferreira, chanceler da Confraria do Presunto e da Cebola, sublinhou à Lusa a importância do trabalho que está a ser realizado no estabelecimento de ensino do Marco de Canaveses, ao permitir a criação de um porco certificado que será produzido na região.

"Não temos na região nenhuma raça própria. Por isso, decidimos avançar com esta parceria", disse.

O chanceler avançou que, por outro lado, que a confraria admite criar uma associação de produtores de suínos para se dedicar à criação de animais resultantes do cruzamento que está a ser estudado.


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