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Lenny Kravitz leva Marés Vivas ao rubro mesmo sem grande parte dos seus 'hits'
18/07/2015, 00:21

Lenny Kravitz levou hoje as 30.000 pessoas que esgotaram o Festival Marés Vivas a um estado de entusiasmo tal que nem precisou de grande parte dos 'hits' para marcar o evento na foz do Douro, em Vila Nova de Gaia.

O nova-iorquino de 51 anos liderou um espetáculo em que a sua presença em palco foi um 'show' à parte, complementado com um dinâmico trio feminino de suporte vocal e músicos com solos de qualidade musical que não permitiam à multidão ficar imóvel.

"Tive a felicidade de estar dois dias a descobrir o Porto. Comer e beber com os locais. Quero mudar-me para cá. Só preciso de um apartamento pequeno e uma bela mulher portuguesa", confessou Kravitz, também rendido num concerto pleno de empatia com o público, que lhe retribuiu os méritos com igual entusiasmo.

O público, mais experiente do que na véspera, em que reinaram o norte-americano John Legend e o britânico John Newman, cantou e dançou boa parte do repertório de Kravitz, que se misturou mais do que uma vez com os fãs - chegou a 'perder-se' na multidão para atravessar quase todo o recinto - que tiveram o auge de participação em "Fly Away".

American Woman, I Belong to You, It Ain't Over Till It's Over e Are you Gonna Go My Way, já no encore, foram os temas mais conhecidos, num concerto que nem precisou de Again, The Chamber, Believe in Me, Stillness of Heart ou Can't Get You Off My Mind para deixar marca no festival, que vai na 13.ª edição.

"Gostei da simpatia, entrega e da disponibilidade do Lenny Kravitz. Foi muito, muito, muito bom", disse à Lusa Sandro Ferreira, de 45 anos, enquanto Pilar Santos, de 40, considerou ter assistido a um concerto "espetacular, sobretudo quando ele saiu do palco e passou entre o público": "Consegui vê-lo e tocá-lo, mas foi impossível tirar uma 'selfie'".

A multidão continuou muito participativa no kuduro eletrónico dos Buraka Som Sistema, que pintaram o resto da noite com ritmos mais intensos: temas como Vuvuzela, Vem Cutir e, sobretudo, Kalemba (wegue wegue), que levou os presentes ao momento mais efusivo da noite, mantiveram todo o público fiel ao seu espetáculo.

O dia abriu com a jovem gaiense Kika que mostrou o Guess It's Allright que a lançou no panorama musical nacional, inserido no álbum de estreia Alive.

Seguiu-se Miguel Araújo, já com muitos fiéis à sua música, que foram acompanhando e cantando os temas principais, com destaque para Os Maridos das Outras: a meio do concerto, um inesperado pedido de casamento em palco, que deixou marca na atuação.

O Festival Marés Vivas termina sábado com o trio irlandês The Scrip projetados internacionalmente com o tema Hall of Fame como cabeça de cartaz, bem como o cantor, compositor e pianista de jazz contemporâneo Jamie Cullum, enquanto a parte portuguesa está a cargo da fadista Ana Moura e de The Black Mamba.



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